quarta-feira, 22 de maio de 2013

A importância do trabalho integrado entre Supervisão Escolar e Orientação Educacional


Vídeo feito pelo programa da Univesp, com a colaboração da supervisora escolar, Helenice Muramoto, e o professor da Unesp, Carlos Monarcha, sobre a Supervisão Escolar. Discutindo pontos sobre o papel, a importância e a trajetória do supervisor na vida escolar.
http://www.youtube.com/watch?v=D3l2nrj63Xw 


Deborah Arantes

"O pedagogo não pode mais ser aquele elemento da escola que tem como única perspectiva promover a adaptação dos indivíduos, pois, ao permanecer nessa prática, simplesmente continua a valorizar o poder das estruturas dominantes e, consequentemente, a dominação do capital e a submissão ao trabalho." (Urbanetz e Silva, pag.58)
Inicio este trabalho colocando em questão a visão que se tem do orientador educacional e do supervisor e a própria visão que eles têm de si mesmos.
Muito tem se falado sobre trabalho coletivo e gestão democrática, o que sugere uma participação mais integrada, principalmente da chamada equipe gestora de uma escola.
Mais do que em outros tempos, o trabalho coletivo e integrado entre a supervisão escolar e a orientação educacional se faz presente, pois, hoje, educando, família e educadores carecem de intermediários que possam elucidar as transformações pelas quais a sociedade como um todo vem passando.
Todos parecem sentir que seus papéis já não são mais os mesmos, auqle que conhecíamos há décadas atrás e, realmente ,não são.
A sociedade vive numa crise de identidade em que muitos pais deixam para a escola o papel da educação básica (não Educação Básica, mas aquela que "vem de berço"). Muitos educadores sentem-se constrangidos ou mesmo inseguros, agredidos e descompassados ao terem que ensinar a alguns alunos noções básicas como higiene pessoal, posturas adequadas e convivência, entre outros.
Nesse ínterim, surgem as figuras maestrinas do supervisor edccional, ou coordenador pedagógico, e do orientador escolar, na busca de uma gestão mais democrática, participativa e de responsabilidades compartilhadas.
JUNTANDO FORÇAS, CONQUISTANDO OBJETIVOS
Um bom planejamento se faz necessário desde o início do ano letivo, com a participação de todos os envolvidos nesse processo de educar e desenvolver as competências e habilidades dos alunos. Esses envolvidos não são somente os professores, para discutir curriculos e conteúdos afins, mas também toda a equipe gestora: direção, supervisão e orientação.
"O movimento de democratização e qualificação da educação é um amplo e complexo processo, que tem como meta a mudança da prática em sala de aula e na escola. Neste, a equipe diretiva (direção, supervisão, coordenação pedagógica, orientação educacional) tem um importante papel, dada sua influencia na criação de um clima organizacional favorável." (VASCONCELLOS, Coordenação do Trabalho Pedagógico,p. 51, 2002.)
torna-se fundamental planejar não só quais serão os conteúdos, as estratégias ou metodologias a serem usadas durante o ano, mas aproveitar esse momento de construção coletiva, para definir bem os papéis e o que se espera de cada um.
Buscar nesse ato de planejar espaços para, mais tarde, re-planejar sempre que necessário, afinal sabemos que educar não é um ato estático, pronto e acabado. É necessário acompanhar as evoluções, as necessidades de cada contexto histórico e social.
Esse planejamento participativo leva a uma gestão mais democrática, voltada para o bem comum e coletivo. Deixa de ser uma gestão meramente burocrática, em que o papel de supervisor, ou coodenador, e de orientador são tão isolados em si mesmos, que parecem não fazer parte de um mesmo barco. Não conseguem se entender, cada um vê a sua função ou cargo como mais importante do que do outro e, se possível, demonstram aos alunos, professores e famílias que cada um é o melhor para ser consultado e que a grande culpa de as coisas não estarem indo bem é do outro que não faz bem o seu papel. E com isso quem sai perdendo são os professores, os alunos e os pais.
"Tendo em vista o papel de referência que a equipe diretiva desempenha, podemos dizer que o desenvolvimento de práticas autenticamente democráticas no interior da escola vai depender, em grande medida, de uma nova postura a ser assumida por essa equipe." (ibid, p.53)
O professor não pode sentir-se, em momento algum, desamparado em sua prática. O coordenador pedagógico, em sua função de supervisor escolar, apresenta a função de articular estratégias e conteúdos juntamente com o professor , com o grande objetivo de atingir o seu alunado, principalmente aquela parcela que mais necessita do apoio docente em sua aprendizagem.Cito Vasconcellos:
"A equipe de coordenação escolar tem por função articular todo o trabalho em torno da proposta geral da escola e não ser elemento de controle formal e burocrático. É interessante refletir sobre a diferença em acompanhar ? que é uma necessidade ? e fiscalizar ? que é colocar-se fora e acima do processo." (ibid, p. 151)
O Orientador Educacional, como próprio nome sugere, orienta alunos, professores e familiares, fazendo mediações, favorecendo o diálogo, para que a escola possa caminhar de forma harmoniosa. O Orientador , numa perspectiva atual, não é aquele que deve manter a regulação do aluno, ensina-lhe a duras penas como encaixar-se nas regras da escola e por conseguinte nas regras da sociedade. Seu papel é o de provocar experiências e vivências que leve o aluno a conscientizar-se de seu papel na sociedade e que para uma convivência harmoniosa e saudável é necessário refletir sobre suas ações e perceber o outro como ser humano que somos.Cito:
"Na perspectiva dialética que estamos assumindo, a disciplina consciente e interativa pode ser entendida como o processo de construção da auto-regulação do sujeito e/ou grupo, que se dá na interação social e pela tensão dialética adaptação-transformação, tendo em vista atingir conscientemente um objetivo, qual seja, disciplina é essencialmente auto-disciplina, auto-organização". (id. P. 42)
Esses personagens, Supervisor e o Orientador, atores tão fundamentais na peça teatral do desenvolvimento dos alunos, sendo o primeiro voltado mais às questões pedagógicas, porém com um olhar sobre o aluno como um todo, como um ser que não é só aspecto cognitivo, mas também emocional, psicológico e que possui características próprias.O segundo , mais voltado à vivência, ao emocional e ao social do aluno, às questões familiares, intervindo nas relações para que professor ? aluno ? família possam interagir de forma a garantir o desenvolvimento do educando.
Unindo-se esses atores, em um trabalho integrado, conjunto e harmonioso, em prol do educando e de sua formação, teremos uma escola provocante no sentido de despertar habilidades, desenvolver competências e formar seres humanos aptos à conviver em sociedade de uma forma mais pacifica, porém, ativa e consciente.
Referencia
ARANTES, Deborah. A importância do trabalho integrado entre Supervisão Escolar e Orientação Educacional. Disponível em: <http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_43757/artigo_sobre_a_importancia_do_trabalho_integrado_entre_supervisao_escolar_e_orientacao_educacional>. Acesso em: 30 abril 2013.


3) Pesquisa de opinião com a supervisora escolar Cristina Campos de uma instituição particular do município do Rio de Janeiro.
a. Quantos anos na área educacional?
Na área da educação atuo há 25 anos, porém, como supervisora estou há 11 anos.

b. Para você, por que é indispensável que uma escola tenha profissionais como o Orientador Educacional e o Supervisor Escolar ou Orientador Pedagógico?
Em uma escola, a interação entre os pais (a comunidade), os alunos e os docentes é muito importante para o desenvolvimento. É nessa situação que o orientador educacional deve fazer a mediação entre os alunos, os professores e a família. Já o supervisor escolar deve ser o mediador entre os docentes e a escola, conduzindo-os no caminho pedagógico.
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4) Ações de intervenção nas escolas através do trabalho de Orientadores Educacionais e Supervisores Escolares
O papel da supervisão escolar é intervir e produzir um novo papel do processo pedagógico da escola. Atua diretamente com o grupo de educadores coordenando e promovendo intervenções visando o melhor desempenho do grupo e a construção de competências.
Já o orientador educacional é o mediar da escola. Ele atua diretamente com os alunos, buscando um melhor desenvolvimento deles. Além disso, ele trabalha em parceria com os professores para saber como agir em relação aos alunos, com a escola no momento em que organiza as propostas pedagógicas e com a comunidade, propiciando uma comunicação com as famílias dos alunos.
Diante disso, não podemos reduzir os trabalhos desses profissionais em apenas observações. São tarefas de muita importância dentro do ambiente escolar, em busca de resultados satisfatórios. 

Por: Gabrielly dos Santos Seabra
 Matr.: 10212080023                       Polo: Nova Iguaçu

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